Nascido e criado em Viena, Rudi Berger iniciou suas aulas de violino aos seis anos no Prayner Conservatório com o Professor Ms. Steinbauer. Continuou seus estudos de violino clássico no Conservatório de musica de Viena com Karl Barylli e conclui com Günther Schich e estudou três anos com a professora de piano Dora Hermann.
Rudi Berger teve suas primeiras influências na folk música de Viena, no pop, gospel, jazz e rock (Louis Armstrong, Ella Fitzgerald, Bill Haley, Lionel Hampton, Mahalia Jackson e Glenn Miller). Além disso, os Beatles com o White Álbum, blues com John Mayall e o violinista Don “Sugarcane” Harris inspiraram Rudi Berger a seguir para outros caminhos musicais, assim como um grande impacto se fez quando ele assistiu a um concerto de Ray Charles. Berger começou a improvisar com seu violino aos quatorze anos, quando compôs suas primeiras músicas.
Assim seguiu seu caminho realizando performances com o guitarrista e cantor de blues vienense Al Cook, tocando com a jovem vienense Gypsy Scene e recebeu seus primeiros convites como músico nos estúdios. Depois de completar a escola, Berger atuou como multi instrumentalista e cantor com a Night Club Band e como violinista em grupos de música clássica na tradicional orquestra de valsa vienense.
Em 1977, com 22 anos ele se tornou membro da Vienna Art Orchestra por três anos e continuou sua performance com a orquestra em vários projetos, tours e gravações até 2001.Fundou sua Banda Good News e na underground cena de Viena ele conheceu o cantor Al Jarreau que o aconselhou a ir para os Estados Unidos.
Seguindo o conselho de Al Jarreaou e também do saxofonista Eddie Harris, ele seguiu para Nova Iorque onde foi nomeado o violinista do ano pela revista austríaca `Jazz Live` em 1985 e 1986 e lançou seu primeiro álbum chamado First Step.
Berger se estabeleceu em Nova Iorque por quatorze anos. Durante este tempo em Nova Iorque, ele trabalhou com artistas como: Victor Bailey, Joseph Bowieʼs Defunkt, Phil Bowler, Joey Calderazzo, Mike Clark, Ron McClure, Charles Fambrough, Mike Formanek, Artt Frank, Gil Goldstein, Romero Lubambo, Peter Madsen, Adam Nussbaum, and the Jeff Raheb Octet. Fez parte de um quinteto de tango argentino e interpretou musicas de Astor Piazzolla que esteve presente em alguns ensaios. Berger também conheceu o guitarrista e compositor brasileiro Toninho Horta e mantem esta parceria musical até os dias de hoje.
Entre 1996 e 2003, consolidou sua parceria musical com o Brasil, quando foi convidado para lecionar na Universidade Federal de Belo Horizonte (UFMG) e continuou realizando suas performances em Nova Iorque e Viena. Em 2003, mudou-se para o Brasil e assim, criou uma conexão com vários músicos de Belo Horizonte e de outras cidades realizando diversos concertos e turnês por todo o pais.
Ao longo dos anos, ele reuniu músicos da América do Sul, Europa e Estados Unidos em sua Banda – Rudi Berger`s Three World Band. Realizou performances na Europa, Japão, América do Sul e nos Estados Unidos com sua banda e como solista convidado. Suas composições foram gravadas por músicos e bandas do Brasil, Áustria, Estados Unidos e Venezuela. Rudi Berger já participou de mais de duzentos CDs e gravações, incluindo trilhas sonoras premiadas para animação, cinema e teatro.
Como solista convidado participou do CD “Belo Horizonte” de Toninho Horta, que ganhou o Grammy Award Latino 2020 – melhor álbum de música brasileira 2020.